De acordo com o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, a dupla e seus associados estão sendo acusados de crimes sérios, que incluem organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude em processos licitatórios. As investigações revelam que Nobre e Magrão Nobre estariam liderando um grupo de empresas que atuava de forma irregular, garantindo contratos públicos em prefeituras na Baixada Fluminense, especialmente nas cidades de Magé e Japeri.
No curso da investigação, o Tribunal de Justiça do Rio atendeu a um pedido do MPRJ que possibilitou a execução de mandados de busca e apreensão em diversos endereços associados aos envolvidos. Essas operações incluíram locais relevantes como o gabinete do deputado na Assembleia Legislativa (Alerj) e a câmara municipal de São João de Meriti. Durante essas diligências, foram encontradas quantias significativas em dinheiro: R$ 21 mil na residência do deputado e R$ 45 mil na casa do vereador.
As apurações indicam que as empresas ligadas ao esquema assinaram cerca de 45 contratos com os municípios mencionados, totalizando impressionantes R$ 350 milhões. Esses contratos, majoritariamente voltados ao fornecimento de alimentação para hospitais e escolas, estão sob a mira da denúncia, que se concentra em três desses acordos. A Procuradoria também requer que os denunciados devolvam ao erário o montante correspondente aos contratos investigados, estimado em R$ 357,9 milhões, e solicita a perda dos mandatos de Rafael e Magrão Nobre.
Conforme as investigações, o suposto esquema começou em 2017, enquanto Rafael Nobre ainda era vereador em Nilópolis. Até o momento, a reportagem não obteve respostas das defesas dos acusados, que ainda não se pronunciaram sobre as acusações. A situação evidencia um preocupante contexto de corrupção na política local, levantando questões sobre a integridade das instituições públicas na região.
