Deputados do PT pedem ao STF prisão domiciliar para maiores de 70 anos após decisão que beneficiou Jair Bolsonaro com o mesmo direito.

Quatro deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) protocolaram um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), visando a concessão de prisão domiciliar para indivíduos com mais de 70 anos ou que padeçam de doenças graves. A iniciativa surge na esteira da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que acolheu o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, permitindo-lhe uma prisão domiciliar temporária.

O pedido de habeas corpus é assinado pelos parlamentares Rui Falcão, de São Paulo, Lindbergh Farias, do Rio de Janeiro, Pedro Uczai, de Santa Catarina, e Reimont, também do RJ. De acordo com informações divulgadas pela assessoria de Lindbergh, a intenção dos deputados é assegurar que os detentos nessas faixas etárias ou com condições de saúde debilitadas tenham acesso às mesmas prerrogativas proporcionadas ao ex-chefe do Executivo.

O texto do habeas corpus argumenta que, ao encarcerar indivíduos, o Estado assume a responsabilidade total sobre as condições de vida daqueles a quem detém. A documentação destaca que, no caso de detentos com condições clínicas sérias, essa responsabilidade se transforma em um dever jurídico maior de proteção. O documento aponta que, quando o sistema prisional falha em oferecer o atendimento médico adequado, a restrição à liberdade deixa de ser uma medida legítima e se converte em um fator agravante da saúde do preso, aumentando a dor e o risco de danos irreparáveis.

Os deputados argumentam, ainda, que não é aceitável que uma pessoa sob custódia suporte os riscos associados à incapacidade do Estado em prover o tratamento médico necessário. Em um contexto onde a saúde e dignidade dos detentos estão em jogo, essa movimentação legislativa busca promover uma reflexão sobre as condições do sistema penitenciário e os direitos humanos dos encarcerados, especialmente em situações vulneráveis. O caso ressalta a importância de garantir que a justiça não apenas puna, mas também proteja a vida e a saúde de todos os cidadãos, independentemente de sua situação.

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