Deputados discutem aumento da autonomia do MPF e PF em investigações de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em audiência pública.

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (24) na Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados, representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) defenderam a necessidade de mais autonomia nas investigações de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A proposta inclui o acesso direto a dados cadastrais e de conexão dos suspeitos, sem a necessidade de autorização judicial prévia.

A deputada Silvye Alves, relatora do projeto de lei que trata do tema, destacou a importância de ampliar as ferramentas disponíveis para combater esse tipo de crime. Segundo ela, em 2023, a organização Safernet recebeu mais de 70 mil denúncias de abuso e exploração sexual infantil, reforçando a gravidade do problema.

A delegada Erika de Oliveira, da PF, ressaltou a dificuldade de acesso aos dados de conexão dos suspeitos e a lentidão na resposta por parte dos provedores de internet. Ela defendeu a necessidade de agilizar esse processo para possibilitar uma resposta mais eficaz no combate aos crimes.

O procurador da República George Neves Lodder, do MPF, também endossou a importância da medida, destacando a necessidade de autorização para que Ministério Público e polícia possam solicitar a retirada de conteúdos relacionados a abusos sexuais de crianças sem a exigência de autorização judicial.

Além disso, o debate abordou a questão do uso das redes sociais e os riscos associados ao compartilhamento de conteúdo envolvendo crianças. Rodrigo Santana, da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, alertou para os perigos dessa prática e defendeu um maior controle sobre as atividades dos filhos na internet.

Representantes de plataformas como Microsoft e Facebook (Meta) também estiveram presentes na audiência e destacaram as medidas preventivas adotadas para combater crimes dessa natureza, demonstrando disposição para colaborar com as autoridades.

Em resumo, a audiência pública evidenciou a urgência de medidas mais efetivas no combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes, além da necessidade de uma abordagem integrada entre órgãos públicos e empresas privadas para garantir a segurança online. O debate continuará em busca de soluções que fortaleçam a proteção das vítimas e a punição dos agressores.

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