A Construtora e Locadora JMX, que emitiu as notas fiscais relevantes, tem, entre seus sócios, Thiago e Thaísa Santiago, que são sobrinho e sobrinha do parlamentar. Esses laços familiares trazem à tona a necessidade de maior rigor nas práticas de transparência e regulamentação financeira dentro do contexto legislativo. De acordo com a normativa da Câmara, estão vedadas quaisquer transações financeiras entre parlamentares e suas empresas familiares, uma medida destinada a evitar conflitos de interesse.
Documentos apresentados indicam que Wilson Santiago alugou, em diferentes períodos, um modelo Tiggo 7, da Caoa Chery, e um Jeep Commander, considerado um SUV de luxo. O aluguel mais recente registrado foi em março deste ano, com um custo de R$ 12 mil por um mês de serviço. O contrato foi assinado por Thiago Santiago, que é vereador em Uiraúna, também atuando pelo mesmo partido do tio.
Entre maio de 2024 e março de 2026, a Câmara reembolsou 22 notas fiscais relacionadas a esses aluguéis, totalizando mais de R$ 203 mil. A cota parlamentar é uma verba indenizatória destinada a cobrir despesas do mandato, como aluguel de carros, combustível e alimentação.
A Câmara dos Deputados, em resposta à situação, reafirmou que todos os gastos realizados pelos parlamentares estão sujeitos à fiscalização e devem estar em conformidade com as normas. Caso irregularidades sejam identificadas, o reembolso é suspenso e, se já efetuado, a devolução é solicitada. A instituição enfatizou ainda que todos os gastos estão disponíveis para acesso público, promovendo transparência nas contas dos parlamentares.
Procurado para comentar sobre a polêmica, o deputado não se pronunciou até o fechamento da reportagem. A situação coloca em evidência a necessidade de uma vigilância constante e rigorosa sobre os gastos públicos, principalmente quando se trata de recursos utilizados por aqueles que têm a responsabilidade de representar a população.







