Durante uma coletiva de imprensa, o deputado expressou seu desacordo com a decisão judicial que considerou desproporcional. Ele argumentou que o conteúdo do vídeo se baseava em “grandes suspeitas” atribuídas às autoridades americanas sobre um possível financiamento de grupos criminosos a partidos de esquerda na América Latina. Apesar de não ter apresentado provas concretas, Sóstenes defendeu sua posição, afirmando que não faria declarações infundadas e que a responsabilidade de esclarecer a veracidade das suspeitas pertencia ao governo dos Estados Unidos.
Destacando que apenas reproduziu informações que considerou de domínio público, o parlamentar explicou que sua intenção não era fazer afirmações definitivas, mas trazer à tona um debate sobre um tema premente. A insistência do deputado em querer uma audiência pública com representantes da embaixada vislumbra a relevância que o assunto adquiriu nos círculos políticos. Sóstenes revelou que, embora tenha cumprido rapidamente a ordem judicial, isso não diminuiu sua relutância em aceitar o entendimento do ministro.
A decisão de Mendonça enfatizou que o uso das palavras “grandes suspeitas” não atenuava a gravidade da alegação. O ministro argumentou que essa abordagem retórica, em vez de afastar a possibilidade de desinformação, parecia validá-la sob um manto de cautela. Consequentemente, além de ter que remover o vídeo, o parlamentar está impedido de republicá-lo ou promovê-lo de qualquer maneira.
No vídeo controverso, Sóstenes Cavalcante associou o PT a facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), colocando a discussão em um contexto mais amplo, que ainda envolvia declarações feitas durante o governo do ex-presidente Donald Trump, quando ambas as facções foram classificadas como organizações terroristas. A fala do deputado também fez uma alusão ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, enfatizando a necessidade de combater o crime organizado, e convocou os espectadores a compartilhar suas visões, visando conscientizar as comunidades sobre o que considerava a “verdade dos fatos”.




