A controvérsia em torno do uso de verbas parlamentares para esse financiamento surgiu após a deputada Tabata Amaral, do PSB, apresentar uma denúncia ao STF. Segundo Amaral, houve a destinação de dinheiro público para empresas ligadas à produtora Karina Ferreira da Gama, que tem atuado na produção do filme.
Nos últimos meses, a situação ganhou maior destaque quando investigações revelaram que Daniel Vorcaro, o proprietário do Banco Master, atualmente preso em Brasília, teria financiado a produção do filme. O senador Flávio Bolsonaro, também do PL, reconheceu ter mediado as negociações e, em depoimentos, admitiu ter cobrado pagamentos de Vorcaro, que até sua prisão havia transferido aproximadamente R$ 61 milhões ao projeto. Antes disso, Flávio havia negado qualquer envolvimento com Vorcaro, assegurando que os recursos tinham origem privada.
Em desdobramentos mais recentes, uma ex-funcionária de Mario Frias revelou que havia devolvido uma parte de seu salário ao deputado e até arcado com despesas pessoais da família dele. Informações foram disponibilizadas por meio de comprovantes de transações via Pix e extratos bancários, gerando novas suspeitas sobre a relação de Frias com os recursos financeiros. O contato entre a ex-assessora e o deputado se estendeu até um dia antes da prisão de Vorcaro, evidenciando um período de proximidade entre eles.
A atuação do Banco Master, que já era alvo de investigações do Banco Central por práticas suspeitas em 2025, levanta mais questões sobre o uso de dinheiro público na gestão do banco. Investimentos de governos estaduais, como o caso do RioPrevidência, durante a administração de Cláudio Castro no Rio de Janeiro, complicam ainda mais a narrativa de que os recursos do banco eram exclusivamente privados. Essa série de revelações continua a gerar um considerável debate público, com implicações diretas para a reputação de todos os envolvidos.
