A origem dessa disputa judicial remonta ao ano de 2020, quando Marcelo Álvaro Antônio fez uma declaração considerada caluniosa contra Felipe Neto. Durante uma postagem no Instagram, o deputado associou o youtuber à prática de pedofilia ao mencionar, em um tom pejorativo, um livro do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ao lado de “livros pornográficos para crianças do Felipe Neto”. Tal afirmação não apenas gerou indignação nas redes sociais, como também culminou em um processo judicial.
Em 2023, a Justiça do Rio de Janeiro determinou que Marcelo deveria pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil a Felipe Neto. Além disso, foi imposta a obrigação de retirar a postagem ofensiva do ar e publicar uma retratação, sob pena de uma multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento.
Se a quantia bloqueada não for suficiente para saldar a dívida, Felipe Neto terá o direito de solicitar a penhora de bens do deputado para garantir o recebimento do valor devido. Essa medida judicial reflete não apenas a gravidade da acusação feita pelo deputado, mas também a proteção do direito à honra e à imagem de indivíduos, especialmente no ambiente virtual, onde as difamações podem se espalhar rapidamente.
Diante dessa situação, o deputado Marcelo Álvaro Antônio informou por meio de suas assessorias que ainda não teve acesso à totalidade da decisão judicial e, portanto, se manifestará oficialmente em momento oportuno. A ex-ministro mostrou-se cauteloso, buscando entender todos os aspectos do processo antes de emitir qualquer comentário.
