Em seu discurso, Van Hattem afirmou que o delegado tem “agido como bandido” e ainda alegou ter imunidade parlamentar para fazer tais declarações. O delegado da PF Marco Bontempo, responsável pelo relatório de indiciamento, destacou que a liberdade de expressão e a imunidade parlamentar não são absolutas, mesmo sendo garantias constitucionais.
O delegado ainda citou um caso semelhante envolvendo o senador Kajuru, que foi acusado de calúnia após denunciar propina de outro senador em uma rede social e teve a denúncia recebida pelo STF. No caso de Van Hattem, o delegado destacou que o deputado “empunhou uma foto em tamanho grande” de Fábio Shor durante o discurso, o que configuraria calúnia e difamação.
O relatório elaborado por Marco Bontempo foi encaminhado ao Ministro Alexandre de Moraes, responsável pela supervisão dos inquéritos que envolvem o delegado Fábio Alvarez Shor. O documento destaca que Van Hattem caluniou e injuriou o delegado, o acusando falsamente de produzir relatórios fraudulentos.
Durante seu discurso na Câmara, Van Hattem também fez críticas a diversas ações da Polícia Federal e do Poder Judiciário, apontando possíveis abusos de autoridade e violações do Estado de Direito. O deputado pediu que tanto a esquerda quanto a direita se manifestem contra esses abusos e em defesa da democracia e do respeito às instituições.
Diante do indiciamento por parte da Polícia Federal, resta agora aguardar as próximas etapas do processo e a possível análise do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, o embate entre o deputado Marcel Van Hattem e o delegado Fábio Alvarez Shor continua a gerar repercussões no cenário político nacional.
