Em seu pronunciamento, Wellington Luiz teceu elogios à operação Eixo, que desmantelou uma organização criminosa que atuava em diversas regiões, incluindo o Rio de Janeiro. O presidente da CLDF aproveitou a oportunidade para deixar recados endereçados indiretamente ao deputado Hermeto. Ele reforçou que a polícia não se intimidará diante de pressões políticas, colocando-se firme na luta contra a corrupção: “Quem não quiser que os fatos sejam divulgados, não deixe que eles aconteçam”, destacou, enfatizando a importância de uma força policial livre de amarras políticas.
A tensão aumentou ainda mais quando Hermeto se manifestou, chamando o delegado responsável pelo inquérito de ‘covarde’ e insinuando que sua investigação tinha motivações políticas, principalmente por se tratar de um ano eleitoral. O deputado alegou estar sendo alvo de um ataque para desestabilizá-lo politicamente e afirmou que provaria sua inocência.
Entretanto, poucos dias depois, Hermeto fez uma retratação. Em uma nota, ele expressou sua crença na Justiça e na atuação da PCDF, atribuindo o tom de suas declarações ao sentimento de injustiça. Ele reafirmou seu respeito e confiança no trabalho desenvolvido pela polícia civil.
Em um segundo vídeo, o deputado reforçou que sua indignação era direcionada à condução do inquérito, e não à corporação como um todo. Ele enfatizou que sempre reconheceu e respeitou o trabalho da Polícia Civil.
A investigação que envolve Hermeto, seu chefe de gabinete e sua esposa, todos indiciados, remonta a um suposto esquema que teria se iniciado em janeiro de 2019. A prática criminosa, segundo as apurações, se sustenta em repasses de salários de servidores da Câmara Legislativa, configurando um desvio de dinheiro público em prol de interesses pessoais. Servidores teriam sido constrangidos a fazer repasses financeiros sob a ameaça de exoneração ou penalidades. O caso destaca a complexidade das relações de poder e a necessidade de uma vigilância constante sobre a ética na ocupação de cargos públicos.






