A posição de Tarcísio gerou desconforto entre os militantes do PL, especialmente diante da perspectiva de que, em uma eventual fragmentação da direita no primeiro turno, as chances de uma candidatura forte contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderiam ser comprometidas. Diniz, em tom sarcástico, sugeriu que, se a pluralidade de nomes é aceitável na corrida presidencial, o mesmo pode ser aplicado a São Paulo, defendendo a importância de uma candidatura do PL no estado para fortalecer as chapas estaduais e federais.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro reiterou sua visão de que a união dos partidos de direita é essencial para um projeto nacional coeso, destacando a necessidade de consolidar forças em torno de sua candidatura. Ele expressou confiança de que a aglutinação da direita pode fortalecer a oposição em futuras eleições, apesar de vozes dissonantes dentro do grupo.
No contexto político de São Paulo, a situação para o Senado se tornou nebulosa após a cassação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e sua permanência nos Estados Unidos. Eduardo, cuja ausência abriu espaço para novos candidatos, tinha um papel central nas intenções eleitorais da família Bolsonaro. Dentre os nomes que emergem como potenciais substitutos estão figuras como o deputado estadual Gil Diniz, que possui uma longa relação de confiança com Eduardo, e outros políticos como Marco Feliciano e o coronel Mello Araújo.
A disputa interna no PL está acirrada, refletindo um teste de força entre diferentes alas do bolsonarismo. Apesar das tentativas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de fortalecer a presença feminina na política, com postulantes como Rosana Valle, a resistência interna é palpável. Além disso, o nome de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, foi cogitado para a candidatura ao Senado, mas ele se mostra relutante em enfrentar uma eleição majoritária.
O cenário ainda é complicado, com a insegurança sobre as melhores candidaturas e as desavenças dentro do próprio núcleo familiar bolsonarista. Essa incerteza pode afetar o projeto presidencial de Flávio, já que ele precisa de um sólido suporte político em São Paulo para avançar suas ambições a nível nacional. A construção de uma chapa robusta no estado, mesmo que sem nomes do PL, é vista como crucial. Contudo, com as divisões notáveis e a falta de disciplina registrada, como no caso de Ricardo Salles, as dificuldades permanecem.






