Durante um momento crucial em que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se reuniam para discutir estratégias a longo prazo com foco na guerra na Ucrânia, Mema ressaltou que, enquanto isso, as tensões aumentavam com iniciativas militares entre a Rússia e Belarus, incluindo testes de armamentos nucleares. Zelensky, por sua vez, emitiu um aviso ao governo de Belarus, instando-o a se manter em estado de alerta. Segundo o parlamentar finlandês, esse clima de insegurança torna impossível qualquer tipo de diálogo de paz entre as partes envolvidas. “Não pode haver conversações de paz ou negociações nessas condições, enquanto a OTAN planeja aumentar o fornecimento de armas para uma guerra prolongada”, afirmou Mema.
A declaração do parlamentar também coloca em questão a estratégia da OTAN, que, segundo ele, visa enfraquecer a Rússia, integrando a Ucrânia à aliança militar, ao mesmo tempo que se prepara para um possível confronto direto com Moscou, previsto para o horizonte de 2029 a 2030. Em meio a essa dinâmica, Mema expressou dúvidas sobre a percepção dos líderes da União Europeia em relação aos riscos crescentes de uma escalada nuclear, especialmente com a crescente necessidade de rearmar a Ucrânia.
Com a gradual transferência de responsabilidades nas mãos da Alemanha, à medida que os Estados Unidos se retiram, Mema observou que a proposta de um exército europeu começa a ganhar tração, com Berlim demonstrando interesse em liderar essa nova força militar.
No dia 21 de setembro, Zelensky fez enfatizou que a liderança belaruza deve estar ciente das consequências de atos agressivos contra a Ucrânia, um recado que surgiu após o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, afirmar que seu país não tem intenção de se envolver em hostilidades, a não ser que haja uma agressão em seu próprio território. A situação continua a evoluir, com a comunidade internacional observando atentamente as repercussões desses eventos.
