O Projeto de Lei 5125/2023, do qual Marangoni foi responsável na relatoria, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e tornava imediata a prisão de agressores que descumprissem medidas protetivas, refletindo seu compromisso declarado com a causa. A própria aprovação do projeto foi celebrada pelo deputado em um vídeo nas redes sociais, onde afirmava que “agressor que descumprir medida protetiva agora vai para a cadeia”, enfatizando a importância de proteger as mulheres, idosos e crianças.
Entretanto, o relato de agressão contra sua esposa contradiz a imagem pública que Marangoni tentava construir. Segundo relatos de vizinhos, a situação entre o casal havia se descontrolado, levando Fabiana a procurar ajuda na delegacia para relatar o ocorrido. Em uma declaração, ela mencionou que o desentendimento culminou em uma agressão física, e tentou esclarecer rumores que alegavam que o deputado teria “destruído o apartamento” na ocasião da briga.
Ainda com repercussão na mídia, a esposa de Marangoni, que já tentou uma carreira política ao ser candidata a vice-prefeita pelo União Brasil, se mostrou firme em seu relato. A desestabilização da imagem do parlamentar, que coincidiu com sua recente filiação ao Podemos, tem suscitado questionamentos sobre sua credibilidade e compromisso com a luta contra a violência de gênero.
Esses acontecimentos não apenas lançam uma sombra sobre a trajetória política de Marangoni, mas também levantam questões sobre a luta contínua contra a violência doméstica no Brasil. O cenário se complica ainda mais, à medida que a sociedade espera uma resposta condizente e séria de um legislador que, pouco tempo atrás, se posicionou como defensor dos direitos das mulheres. O caso agora segue sendo investigado e é uma lembrança dolorosa da hipocrisia que pode existir no âmbito político quando se trata de temas tão sensíveis.





