De acordo com as investigações, Gustavo Gayer utilizava a verba da cota parlamentar para pagar o aluguel de sua escola de inglês em Goiânia. Além disso, o imóvel também era utilizado para a operação da Loja Desfazuelio, que está em nome do filho do parlamentar.
Somente com o aluguel do imóvel, o deputado gastou R$ 128,5 mil, sendo que o valor mensal varia entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. Além disso, foram identificados gastos de R$ 11,8 mil em IPTU, R$ 2,9 mil em internet, R$ 16,7 mil em energia elétrica e R$ 3 mil em serviços de vigilância, todos bancados com recursos públicos.
A investigação também revelou que quatro assessores do deputado trabalhavam na Loja Desfazuelio e eram remunerados com dinheiro da Câmara. Entre fevereiro de 2023 e setembro deste ano, o quarteto recebeu R$ 655,3 mil em salários e auxílios.
Além disso, Gustavo Gayer contratou a empresa Goiás Online Comunicações e Marketing Publicitário LTDA, de João Paulo de Sousa Cavalcante, por R$ 24 mil. A PF identificou que a companhia foi contratada com o objetivo de burlar a vedação legal à sua contratação como assessor parlamentar.
Diante dos fatos apurados, o relatório da PF conclui que as atividades desempenhadas pela empresa contratada não correspondiam ao declarado oficialmente, configurando assim o delito de peculato na modalidade de desvio.
A defesa do deputado ainda não se manifestou sobre as acusações. Acompanhe mais informações sobre esse caso em nosso portal.
