Dayse relatou que, ao tentar intervir na abordagem, se apresentou como coordenadora e questionou a agressividade de um dos policiais, que supostamente estava utilizando cães farejadores. A coordenadora descreveu o momento em que foi fisicamente empurrada e, em seguida, arremessada contra uma viatura policial, resultando em ferimentos em seu joelho. Em seu desabafo, Dayse reclamou da falta de uma policial mulher que a abordasse durante a situação, destacando a inadequação do tratamento que recebeu, o que agravou seu estado emocional e físico.
O deputado distrital Fábio Félix, do PSol, tentou intervir para acalmar a situação e dialogar com os policiais presentes. No entanto, ao se aproximar de uma barreira formada pela polícia, ele acabou sendo atingido por um jato de spray de pimenta, intensificando a confusão no local. O deputado afirmou que não houve justificativa para a ação policial e que a situação poderia ter sido evitada com melhor diálogo.
A PMDF informou que o uso do spray foi uma resposta a uma suposta tentativa de contato do deputado com um dos agentes, algo que Félix nega. O caso gerou uma série de reações, levando todos os envolvidos a serem encaminhados para a 5ª Delegacia de Polícia, onde darão continuidade às investigações sobre a operação policial e os possíveis excessos cometidos.
A situação levanta questões relevantes sobre a atuação das forças de segurança, a necessidade de uma abordagem mais sensível em eventos públicos e a importância de manter um canal de comunicação aberto entre autoridades e cidadãos, especialmente em contextos que envolvem diversidade e minorias. A PMDF declarou que todos os fatos serão investigados com imparcialidade, no âmbito legal, para garantir a transparência nos procedimentos adotados.







