O projeto delineia que as Escolas Bilíngues devem adotar um currículo que utilize a língua estrangeira como meio de comunicação e também como ferramenta de instrução. Essa abordagem permitirá aos alunos um maior acesso ao conhecimento e promoverá o uso social da língua em um contexto diversificado. Para que essa mudança ocorra, a matriz curricular será integrada ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) de cada instituição, respeitando as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para cada nível de ensino.
Além disso, a proposta enfatiza a importância de preservar a identidade cultural brasileira, ao mesmo tempo que valoriza a cultura do país cuja língua está sendo ensinada. Para isso, o projeto sugere a criação de ambientes de imersão, onde duas ou mais línguas possam coexistir, proporcionando experiências culturais enriquecedoras e facilitando a assimilação gradual da competência linguística pelos estudantes.
Os professores que atuarão nas Escolas Bilíngues deverão integrar o corpo docente do Magistério Estadual, possuindo as devidas habilitações e compromisso com a formação continuada, que contemplará metodologias específicas e a aplicação de tecnologias inovadoras. As escolas interessadas em participar do programa terão que apresentar um memorial descritivo detalhado, um plano curricular estruturado, especificar as competências linguísticas a serem desenvolvidas e comprovar as qualificações de seus educadores.
Ao justificar a necessidade dessa iniciativa, Delegado Leonam observou que, enquanto o número de instituições bilíngues cresce notavelmente na rede privada, cerca de 80% dos estudantes da educação básica estão nas escolas públicas. Em um mundo cada vez mais globalizado, a proposta de uma educação bilíngue no setor público permitirá que os alunos não apenas dominem um segundo idioma, mas também desenvolvam habilidades fundamentais para se destacarem em um cenário internacional competitivo.







