Deputada do MDB retira assinatura de pedido de urgência para projeto de anistia aos condenados do 8 de Janeiro em meio a pressão do governo.

Na iminência do protocolo do requerimento na Câmara dos Deputados, uma parlamentar do MDB surpreendeu ao retirar sua assinatura do pedido de urgência do projeto de anistia aos condenados pelo episódio do 8 de Janeiro. A deputada Helena Lima (MDB-RR) foi a responsável pela retirada de seu apoio ao requerimento, o que chamou a atenção dos colegas e lideranças partidárias.

De acordo com o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), responsável pela articulação da urgência, a deputada teria feito a solicitação de retirada de sua assinatura sem fornecer maiores explicações. Cavalcante especula que a decisão de Helena Lima foi motivada por pressões do governo, o que torna o caso ainda mais intrigante.

Inicialmente, o líder do PL planejava apresentar o requerimento na reunião de líderes marcada para o dia 24 de abril. No entanto, para evitar possíveis retiradas de apoio de outros deputados, ele optou por antecipar o protocolo do pedido de urgência para a segunda-feira, dia 14 de abril. A estratégia parecia sólida, visto que o pedido contava com o apoio de 264 deputados de 12 diferentes partidos, incluindo aqueles que integram o atual governo.

A polêmica em torno da deputada Helena Lima ganha mais destaque ao se revelar que ela é esposa do empresário Renildo Lima, proprietário da Voare Táxi Aéreo e envolvido em um escândalo de corrupção em setembro de 2024. O empresário foi preso pela Polícia Federal com uma quantia considerável de dinheiro em sua posse.

Além disso, é revelado que a empresa da deputada, a Asatur Turismo, possui contratos com o governo federal, sendo beneficiada com uma série de acordos lucrativos. A situação levanta suspeitas sobre possíveis interesses políticos e econômicos por trás das ações de Helena Lima no Congresso Nacional. A relação entre o poder legislativo e grupos empresariais parece mais obscura do que nunca.

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