Deputada Carla Zambelli alega que projeto de combate à violência contra a mulher estimula o aborto e destina recursos a ONGs

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) causou polêmica ao justificar seu voto contrário a um projeto de lei complementar (PLP) que visa combater a violência contra a mulher. Segundo a parlamentar, a proposta destina recursos a organizações não governamentais (ONGs) e estimula o aborto, o que levantou críticas e debates na Câmara dos Deputados.

O texto em discussão é o PLP 136/2024, apresentado pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que tem como objetivo destinar recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para o combate à violência contra a mulher em âmbito estadual e municipal.

Segundo Zambelli, o projeto permitiria a destinação de recursos para ONGs e também estimularia o aborto, embora não haja menção direta a essa prática no texto aprovado. A deputada faz referência a um trecho que menciona a implementação da Notificação nos serviços de saúde e a garantia do abortamento legal, mas sem embasamento no projeto em si.

Por outro lado, o substitutivo aprovado, de autoria da deputada Lídice da Mata (PSB-BA), discute o financiamento de organizações e entidades que atuam na prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher. A proposta determina a destinação de 2% dos recursos do Funpen e 5% dos recursos do FNSP para a proteção das mulheres vítimas de violência.

Lídice da Mata defende que o projeto surge como resposta à necessidade de apoio para órgãos e entidades que combatem todas as formas de violência contra a mulher. No entanto, a deputada Zambelli argumenta que a proposta iria financiar o aborto legal no Brasil, destacando que a legislação brasileira autoriza a interrupção da gravidez em casos específicos.

O debate em torno do PLP 136/2024 reflete a divergência de opiniões e interesses na esfera política, demonstrando a complexidade e sensibilidade do tema da violência contra a mulher e do aborto legal no país. A votação e aprovação do projeto geraram discussões importantes sobre como a sociedade e o Estado devem lidar com essas questões tão relevantes para a garantia dos direitos das mulheres.

Sair da versão mobile