Chanceler Alemão e Acusações de Duplo Padrão em Relação ao Conflito na Venezuela
A recente operação militar dos Estados Unidos na Venezuela gerou polêmica internacional e colocou em destaque a posição do chanceler alemão, Friedrich Merz, diante de acusações de hipocrisia. Sahra Wagenknecht, líder do partido Aliança Sahra Wagenknecht – Razão e Justiça (BSW), criticou Merz por não condenar o ataque americano, considerando-o uma violação do direito internacional. Segundo ela, essa falta de reprovação indica um preocupante duplo padrão na política externa alemã.
No último sábado (3), Merz declarou que o processo legal para analisar a operação norte-americana – que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores – necessitaria de um tempo considerável e alertou que medidas deveriam ser tomadas para evitar instabilidades políticas no país. Ele destacou a importância de garantir uma transição pacífica para um governo legítimo, baseado em eleições democráticas. Entretanto, para Wagenknecht, essa postura demonstra um alinhamento cego da Alemanha com os interesses dos EUA.
A operação norte-americana, descrita como um “ataque maciço”, foi realizada pela unidade de elite Delta Force e resultou em explosões em Caracas. Relatos feitos por veículos de mídia internacionais indicaram que pelo menos 40 pessoas, incluindo tanto militares quanto civis, perderam a vida durante os confrontos. O contexto dessa ação militar suscita debates acalorados sobre a legalidade e as implicações da intervenção externa em países soberanos.
Wagenknecht, em suas declarações nas redes sociais, ressaltou a necessidade de o governo alemão reconsiderar sua posição, enfatizando que se submeter aos caprichos americanos só deteriora a reputação da Alemanha no cenário global. Ela argumentou que essa leniência é um atentado ao princípio do direito internacional e compromete a estratégia da União Europeia em relação à América Latina.
Com a crescente tensão global e a transformação das dinâmicas de poder, as reações a esta operação dos EUA na Venezuela não apenas refletem a complexidade da política internacional, mas também a fragilidade de alianças entre nações que afirmam defender a soberania e os direitos humanos. O desdobramento destas questões será observado de perto por analistas e cidadãos em todo o mundo, à medida que se desenrolam os eventos em Caracas e as respostas diplomáticas que seguirão.







