Desde 2024, o Brasil tem firmado parcerias com várias big techs, incluindo a Palantir, Open AI, Microsoft e Google, nas mais diversas esferas da administração pública. Essas colaborações, embora benéficas em um primeiro momento, despertam alertas entre especialistas que questionam a segurança dos dados governamentais e a autonomia do país. Guilherme Neves, professor de cibersegurança, adverte que o ideal seria a implementação de servidores próprios para hospedar sistemas de inteligência artificial, reduzindo assim a exposição a riscos externos.
De acordo com Claudio Miceli de Farias, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a dependência de tecnologias estrangeiras pode comprometer a soberania digital do Brasil. Ele destaca que a construção de soluções tecnológicas internas e autossuficientes é fundamental para mitigar a exposição a ataques e espionagens. Exemplos históricos, como o escândalo da Cambridge Analytica, ilustram os riscos inerentes à coleta e ao uso de dados pessoais, colocando em evidência a fragilidade das parcerias com empresas internacionais.
Os especialistas alertam que a falta de um controle rigoroso sobre essas tecnologias pode colocar o Brasil em uma posição de vulnerabilidade, tornando-o “refém” das decisões e políticas externas dessas corporações. Além do perigo de vazamentos de informações sensíveis, o país pode enfrentar a perda repentina de acesso a serviços cruciais em momentos de crise, como guerras comerciais ou a imposição de sanções.
Diante desse cenário, a mensagem é clara: desenvolver uma infraestrutura tecnológica interna e independente não é apenas uma questão de inovação, mas uma necessidade urgente para assegurar a proteção de dados e a autonomia nacional.






