
Respeito, educação e trabalho: esses são os três pilares que regem o Núcleo Ressocializador da Capital (NRC), presídio alagoano referência no país. Gerida pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), a unidade foi destaque na cerimônia de premiação da terceira edição do concurso de redação promovido pela Defensoria Pública da União (DPU), este mês, em Brasília.
O agente penitenciário e chefe da unidade, Élder Rodrigues, apresentou a metodologia do NRC aos participantes. Entre as autoridades presentes estava o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Jefferson de Almeida, que ficou encantado com os resultados conquistados no Núcleo.
“Durante a premiação tivemos a oportunidade de falar sobre o projeto desenvolvido na unidade. Muitas autoridades ficaram impressionadas com as políticas ressocializadoras que desenvolvemos e os resultados alcançados. A presença do reeducando campeão do concurso também foi importante para relatar suas experiências no cárcere”, explicou Rodrigues.
“Em janeiro, ele [diretor do Depen, Jefferson de Almeida] vem conhecer o Núcleo Ressocializador, e afirmou que pretende destinar uma verba específica para a criação de unidades prisionais que sigam o modelo de gestão prisional de Alagoas”, acrescentou o chefe da unidade, Élder Rodrigues.
Mais Direitos, Menos Grades
Esse foi o tema da terceira edição do concurso de redação promovido pela Defensoria Pública da União (DPU). Este ano, a competição contou com participantes de todas as unidades federativas e teve como primeiro colocado o reeducando do Núcleo Ressocializador.
A competição despertou o interesse por temas relacionados à educação em direitos e cidadania no ambiente carcerário, sendo destinado aos alunos dos ensinos fundamental e médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
De Alagoas, nove alunos foram inscritos na categoria 6° ao 9° ano do ensino fundamental e do 1° ao 3° ano do EJA, pela Escola Educador Paulo Jorge dos Santos Rodrigues, que funciona no Complexo Penitenciário, em Maceió.
Ascom – 26/12/2017







