A preocupação do parlamentar é ainda mais acentuada pelo fato de que essa prática tem afetado principalmente pessoas idosas, que frequentemente enfrentam enfermidades e dependem essencialmente dos serviços de saúde contratados. Ronaldo Medeiros denunciou que os planos de saúde vêm promovendo uma segregação silenciosa, muitas vezes sem qualquer tipo de aviso prévio aos usuários, o que pode ter consequências desastrosas, até mesmo fatais.
Diante dessa situação alarmante, Medeiros solicitou que sua equipe de assessores estude possíveis medidas para barrar essa prática abusiva. Ele destacou a necessidade de intervenção do poder público estadual para reavaliar e, se necessário, encerrar relacionamentos contratuais existentes com essas empresas enquanto atinjam consumidores de forma discriminatória. O deputado levantou a questão sobre a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na normatização e, principalmente, na fiscalização desses contratos, ressaltando que cabe aos estados também avaliarem medidas efetivas.
Medeiros foi categórico ao afirmar que as ações destas empresas são não apenas desrespeitosas, mas também criminosas. “Todas as causas estão sendo judicializadas, e espero que a Justiça brasileira atue rigorosamente para proibir que essas empresas continuem cancelando contratos unilateralmente”, afirmou, evidenciando a necessidade de maior rigor judicial. Ele também criticou o fato de que, ao se firmar um contrato de plano de saúde, são exigidos inúmeros requisitos dos consumidores, mas, paradoxalmente, os contratos são rompidos sem qualquer justificativa por parte das empresas.
A fala do deputado acende um alerta importante sobre os direitos dos consumidores no âmbito da saúde privada e convoca todos os envolvidos, desde autoridades até a sociedade civil, a refletirem e agirem diante de práticas que ferem a dignidade e o direito à saúde, considerado fundamental para todos.
