Denúncia de Homofobia contra Cassia Kis Gera Repercussão e Pode Ir à Justiça, Afirma Presidente da Associação LGBTQIAPN+

No último dia 24 de abril, uma polêmica envolvendo a atriz Cassia Kis foi amplamente discutida nas redes sociais após a denúncia de um incidente de transfobia. O incidente teria ocorrido em um banheiro de shopping no Rio de Janeiro, onde Roberta Santana, uma mulher trans de 25 anos, se tornou alvo de comentários ofensivos por parte de Kis. A repercussão levou o deputado estadual suplente de São Paulo, Agripino Magalhães Júnior, a afirmar que tomaria medidas legais contra a atriz, denunciando-a ao Ministério Público.

Em suas declarações, Magalhães Júnior enfatizou que atitudes que promovem a homofobia não podem ser relativizadas. “Não é aceitável relativizar práticas que reforçam a LGBTQIAPN+fobia. O preconceito, em qualquer forma, é uma violência. A Justiça precisa agir para que nossas vidas não sejam tratadas como objeto de escárnio”, destacou. Ele fez referência à Lei nº 7.716/1989, que categoriza a homofobia como crime de racismo, uma interpretação estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal em 2019.

O relato de Roberta Santana sobre o ocorrido revela o clima hostil que enfrentou. Ao tentar usar o banheiro feminino, ela foi abordada por Kis, que, segundo Santana, fez comentários desrespeitosos e preconceituosos. “Ela disse que o Brasil estava perdido por um ‘homem’ estar usando o banheiro de mulheres. Revoltada, Roberta se identificou como travesti, ressaltando que merecia respeito nas instalações que lhe pertencem”, declarou.

Roberta conta que a situação escalou, com Kis atacando verbalmente sua identidade e ainda gritando no corredor do shopping, uma tentativa aparente de intimidá-la. “Nunca passei por isso na minha vida. As palavras dela foram extremamente humilhantes”, desabafou. A jovem pretende registrar um boletim de ocorrência e já está buscando apoio jurídico para processar a atriz, insistindo que Kis deve ser responsabilizada por suas ações.

Este episódio acendeu um debate acalorado nas redes sociais, reforçando a necessidade urgente de um diálogo mais profundo sobre a inclusão e o respeito às identidades de gênero no Brasil, onde a violência e a discriminação ainda são muito presentes. A lucha de Roberta, agora em busca de justiça, simboliza um esforço maior por reconhecimento e dignidade para a comunidade LGBTQIAPN+.

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