Em suas declarações, Magalhães Júnior enfatizou que atitudes que promovem a homofobia não podem ser relativizadas. “Não é aceitável relativizar práticas que reforçam a LGBTQIAPN+fobia. O preconceito, em qualquer forma, é uma violência. A Justiça precisa agir para que nossas vidas não sejam tratadas como objeto de escárnio”, destacou. Ele fez referência à Lei nº 7.716/1989, que categoriza a homofobia como crime de racismo, uma interpretação estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal em 2019.
O relato de Roberta Santana sobre o ocorrido revela o clima hostil que enfrentou. Ao tentar usar o banheiro feminino, ela foi abordada por Kis, que, segundo Santana, fez comentários desrespeitosos e preconceituosos. “Ela disse que o Brasil estava perdido por um ‘homem’ estar usando o banheiro de mulheres. Revoltada, Roberta se identificou como travesti, ressaltando que merecia respeito nas instalações que lhe pertencem”, declarou.
Roberta conta que a situação escalou, com Kis atacando verbalmente sua identidade e ainda gritando no corredor do shopping, uma tentativa aparente de intimidá-la. “Nunca passei por isso na minha vida. As palavras dela foram extremamente humilhantes”, desabafou. A jovem pretende registrar um boletim de ocorrência e já está buscando apoio jurídico para processar a atriz, insistindo que Kis deve ser responsabilizada por suas ações.
Este episódio acendeu um debate acalorado nas redes sociais, reforçando a necessidade urgente de um diálogo mais profundo sobre a inclusão e o respeito às identidades de gênero no Brasil, onde a violência e a discriminação ainda são muito presentes. A lucha de Roberta, agora em busca de justiça, simboliza um esforço maior por reconhecimento e dignidade para a comunidade LGBTQIAPN+.
