A decisão de substituir Rebelo, conforme explicações da Executiva do DC, justifica-se pela falta de projeção nas pesquisas eleitorais. João Caldas não hesitou em afirmar que “a mudança já foi feita pelo povo”, ressaltando que a candidatura de Rebelo não obteve resultados satisfatórios mesmo após meses de exposição e esforços de campanha.
Caldas também abordou um acordo prévio entre ambos que estipulava um prazo de três meses para que a viabilidade da candidatura de Rebelo fosse comprovada. Com o desenrolar dos acontecimentos e a estagnação dos índices nas pesquisas, a janela foi aberta para a inesperada filiação de Joaquim Barbosa. “Se não se viabilizar, está fora. Isso foi tudo preestabelecido. No meio do caminho apareceu uma pérola, um diamante chamado Joaquim Barbosa”, declarou o líder do DC, visivelmente animado com a nova aposta.
Barbosa é visto, pela cúpula do partido, como a figura ideal para “equilibrar as instituições e dar esperança ao Brasil” em um momento de incertezas políticas.
No entanto, a movimentação não foi bem recebida por Aldo Rebelo, que manifestou sua indignação em nota nas redes sociais. Ele contestou a decisão do partido e afirmou que sua pré-candidatura permanece, subindo o tom de crítica em relação à direção do DC. Rebelo qualificou a escolha de Barbosa como “uma afronta ao que defendo em termos de transparência e decisões democráticas”.
Apesar da revolta do ex-candidato, a liderança do DC considera que é hora de olhar para o futuro. Caldas enfatizou a necessidade de agir com “responsabilidade institucional” e abriu a porta para um possível apoio a Aldo Rebelo em outros cargos, como o Senado ou na Câmara dos Deputados. “Política se faz com razão e emoção, menos com o fígado”, concluiu. A movimentação na sigla promete influências profundas no panorama eleitoral e na formação das alianças em vista da corrida presidencial.





