O Ministério Público Federal (MPF) apontou suspeitas de que Xavier teria exercido pressões sobre membros de uma organização criminosa, com o intuito de favorecer familiares e aliados em processos seletivos públicos. Durante o período de afastamento, o delegado se comprometeu a colaborar com as autoridades, permanecendo à disposição para qualquer tipo de esclarecimento.
As investigações revelam uma ligação entre o delegado e um grupo conhecido como a “máfia dos concursos”, que opera na cidade de Patos, no Sertão paraibano. As evidências coletadas, que incluem interceptações telefônicas e depoimentos de colaboradores, sugerem que os parentes de Xavier conseguiram aprovações em exames públicos graças à interferência deste esquema criminoso.
Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que Xavier se vê envolvido em questões jurídicas relacionadas à operação, já tendo sido alvo de mandados de busca e apreensão em fases anteriores das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Esse grupo, que supostamente atua há mais de dez anos, emprega técnicas sofisticadas para driblar as medidas de segurança dos certames, incluindo o envio de gabaritos durante a realização das provas, o uso de tecnologia de comunicação em tempo real e a cooptação de indivíduos com acesso privilegiado aos locais de exame. Relatórios indicam que as quantias cobradas para garantir a aprovação de candidatos podem atingir valores exorbitantes de até R$ 500 mil.
As investigações seguem sob sigilo parcial, enquanto os investigadores buscam identificar outros possíveis beneficiários e servidores públicos implicados no caso. Se as acusações forem confirmadas, Gustavo Xavier poderá enfrentar consequências legais severas, com potencial para responder nas esferas administrativa e criminal, além do risco de perder definitivamente seu cargo e enfrentar condenações por corrupção.
Até o encerramento desta reportagem, a defesa do delegado não havia se manifestado oficialmente sobre o afastamento.





