Villela, que foi atingido na cabeça, relatou que sofre de intenso sangramento e perda momentânea da visão durante o confronto, mas mesmo assim conseguiu se afastar da área crítica e se reunir com sua equipe. A atuação de Jefferson durante essa operação foi descrita como premeditada, com o ex-deputado, em sua defesa, alegando que não teve a intenção de ferir os policiais, uma declaração que contrastava com a violenta ação que tomou. Segundo ele, estava em uma posição vantajosa e, se quisesse, poderia ter causado ainda mais danos.
Essa nova função de Villela não é apenas uma promoção; é uma responsabilidade significativa que envolve coordenar investigações sobre crimes violentos e organizações criminosas no estado. Antes desta nomeação, ele atuava como assessor técnico na mesma delegacia, acumulando experiência valiosa que agora será aplicada em uma posição de liderança.
Após o confronto, Roberto Jefferson não só se entregou após negociações, mas também foi considerado responsável pelos danos causados à viatura da PF, que resultou em custos de reparo superiores a R$ 39 mil, segundo sindicância interna. Um laudo pericial revelou impressionantes 42 marcas de disparos na viatura, o que sublinha a gravidade da situação vivida pelos policiais.
A nomeação de Villela se torna um símbolo da determinação da Polícia Federal em combater a criminalidade violenta, demonstrando que, mesmo diante do desvio de conduta de figuras políticas, a corporação está pronta para se reerguer e responder com eficácia. A liderança de Villela certamente influenciará a abordagem nas investigações futuras, trazendo um legado de coragem e firmeza em um cenário muitas vezes desafiador.
