Inicialmente, o delegado foi cogitado pelo PL para a corrida ao governo do estado, mas essa perspectiva foi descartada após o senador e presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar apoio a Douglas Ruas, que já figura como pré-candidato pelo partido. Assim, Curi decidiu se unir ao PP, um dos partidos que compõem a base governista no estado.
O Progressistas já tomou algumas decisões estratégicas em relação à sua participação nas eleições. O partido nomeou Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, como candidato a vice na chapa de Ruas e ainda indicou Márcio Canella, atual prefeito de Belford Roxo e filiado ao União Brasil, como pré-candidato ao Senado. O União Brasil, por sua vez, formou uma federação com o PP, fortalecendo sua posição nas próximas eleições.
A situação em torno da segunda vaga ao Senado está envolta em incertezas. Ela foi inicialmente reservada para Cláudio Castro, mas sua participação está comprometida após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o declarou inelegível por oito anos. Esse julgamento, que ocorreu na semana passada, se baseou em denúncias de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, relacionando-o a contratações irregulares pela Ceperj.
Apesar das adversidades, Castro está determinado a lançar sua candidatura ao Senado, aspirando a um encaminhamento de sua situação na instância superior da Justiça Eleitoral. Entretanto, o PL está atento aos riscos associados à sua possível inelegibilidade, o que pode resultar na anulação de seus votos. Com isso, a probabilidade de o ex-governador ser substituído por outro candidato na chapa aumenta. A movimentação política no estado está, portanto, em constante mutação, refletindo um cenário de incertezas e expectativas para as próximas eleições.
