Delegada Raissa Celes provoca polêmica nas redes ao criticar romantização do crime e apologia em músicas, dividindo opiniões sobre violência nas comunidades do RJ.

Uma recente declaração da delegada Raissa Celes gerou um novo burburinho nas redes sociais após o resgate de trechos de uma coletiva de imprensa realizada em dezembro. Durante a apresentação da Operação Trunfo Final, uma ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro destinada a desmantelar redes ligadas ao Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do estado, a delegada fez um discurso contundente sobre a criminalidade nas comunidades.

Raissa Celes, atualmente à frente do Departamento-Geral de Polícia da Capital, começou sua fala criticando o que chamou de romantização do crime. Segundo ela, “vagabundo é vagabundo”, uma declaração que ressoou com força entre aqueles que acreditam que a criminalidade não deve ser endeusada ou vista sob uma luz glamourosa. A delegada enfatizou que essa visão distorcida ignora a dura realidade vivida por habitantes de áreas sob a influência do tráfico, especialmente aqueles que se esforçam arduamente para levar uma vida digna. “Os trabalhadores acordam de madrugada para ir trabalhar”, lamentou, sublinhando a gravidade da situação.

Além das críticas à romantização do crime, Raissa também se debruçou sobre o impacto da cultura na juventude. Ela fez menção a músicas que, em sua visão, glorificam o crime organizado e normalizam comportamentos criminosos. Esse tipo de conteúdo, segundo a delegada, não apenas exalta o uso de armas, mas também desrespeita a figura feminina, agravando ainda mais os problemas sociais.

O retorno dessas declarações trouxe à tona um acalorado debate nas redes sociais, polarizando opiniões. Muitos internautas elogiaram a postura firme de Raissa Celes, considerando suas declarações um necessário chamado à realidade em um cenário saturado de idealizações do crime. Por outro lado, críticos da abordagem da delegada questionaram o uso de certos termos, argumentando que a linguagem poderia ser vista como excessivamente dura e não contribuir para uma solução construtiva da questão.

A discussão em torno das falas de Raissa Celes ilustra como as questões de segurança pública e criminalidade ainda são temas sensíveis e divisivos, revelando a complexidade de se conviver em um cenário de violência e desigualdade.

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