Delegada Marília Ferreira de Alencar é presa após condenação em esquema golpista; seguirá inicialmente em prisão domiciliar por 90 dias.

A Polícia Federal (PF) deu um passo significativo no cumprimento da pena da delegada Marília Ferreira de Alencar, que foi presa na sexta-feira (24/4) após a sua condenação relacionada a um esquema golpista. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição dos embargos de declaração apresentados pela defesa de Marília. A delegada foi sentenciada a 8 anos e 6 meses de prisão, a serem inicialmente cumpridos em regime fechado.

Embora a condenação tenha sido formalizada, Moraes determinou que Marília cumprirá os primeiros 90 dias em prisão domiciliar, uma medida que contrasta com a realidade de outros condenados envolvidos no mesmo processo. Durante a operação, agentes da PF apreenderam dois passaportes e a carteira funcional da delegada, o que indica preocupações acerca da possibilidade de fuga.

Desde dezembro do ano anterior, Marília estava em prisão domiciliar devido a outros desdobramentos do caso, especialmente por conta da fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Portanto, a mudança no status da delegada — que agora cumprirá sua pena — marca uma nova fase na investigação.

Marília fez parte do que é conhecido como núcleo 2 da trama golpista. Outros quatro indivíduos também foram condenados nesse processo, cada um recebendo penas consideráveis. Mário Fernandes, um general da reserva do Exército, foi o mais penalizado, com uma sentença de 26 anos e 6 meses. Silvinei Vasques recebeu 24 anos e 6 meses, enquanto Marcelo Costa Câmara e Filipe Garcia Martins Pereira, ambos ex-assessores, foram condenados a 21 anos. Por sua vez, Marília, com sua pena de 8 anos e 6 meses, estabeleceu um marco no caso por sua posição como figura de destaque na PF.

O julgamento, que envolveu a participação de quatro ministros do STF, demonstrou a seriedade dos crimes abordados e a determinação da Justiça em lidar com a corrupção em altos escalões do governo e das forças de segurança. A continuidade das investigações e a aplicação rigorosa da lei sinaliza um compromisso em preservar a integridade das instituições.

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