O delegado Jonatas Silva, da DRCA, confirmou que denúncias dos moradores locais foram recebidas, resultando na abertura de um inquérito e dois termos circunstanciados contra a tutora. Segundo ele, estima-se que a mulher possua mais de 100 animais em sua propriedade, incluindo adultos e filhotes.
Moradores das quadras 2 e 4 da Candangolândia relataram o terror gerado pelos cachorros que vagavam livremente pelas ruas, atacando gatos e causando medo nos residentes. Uma moradora anonimamente disse: “Já perdemos dois gatos em casa e dezenas foram brutalmente mortos pelos cães. Não podemos mais passear com nossos cachorros, pois moramos perto da tutora”.
De acordo com relatos, os cachorros invadiram quintais de moradores, matando gatos resgatados e ferindo outros animais na região. O problema é tão grave que estima-se que mais de 150 animais tenham sido machucados pelos cães soltos pelas ruas.
As autoridades locais, como a Zooneses do DF e a Administração Regional da Candangolândia, foram acionadas para resolver a situação, porém a tutora se recusa a colaborar. Mesmo diante das ações propostas, como encaminhar os animais para adoção ou tratamento veterinário, a mulher nega-se a entregar os cachorros.
A Secretaria de Saúde do DF ressaltou que não tem competência para recolher animais abandonados ou atuar em casos de maus-tratos sem autorização dos tutores. A Administração Regional da Candangolândia informou que tem enfrentado resistência da tutora, mas tem tomado medidas para tratar os animais doentes e oferecer suporte à família.
O Ministério Público e a Justiça estão acompanhando o caso, e a tutora foi indiciada por omissão de cautela na guarda de animais. O Governo do Distrito Federal criou a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (SEPAN) para garantir o bem-estar dos animais. Todos estão empenhados em encontrar uma solução eficaz para o problema e garantir a segurança dos moradores e dos animais.





