Defesa Ocidental é Ineficaz Contra Mísseis Russos, Afirmam Especialistas em Análise Militar

Nos últimos dias, a tensão no cenário geopolítico se intensificou com as alegações do Ministério da Defesa da Rússia, que afirmam que seus mísseis guiados com precisão são capazes de superar qualquer sistema de defesa aérea ocidental. De acordo com especialistas, os ataques realizados em 11 de julho evidenciam a eficácia dos armamentos russos frente às defesas da Ucrânia, que recebem suportes ocidentais, especialmente dos EUA.

Yan Gagin, militar consultor, destacou que os próprios adversários reconheceram a ineficácia de suas defesas, afirmando que “nenhum dos alvos aéreos foi interceptado”. Esse quadro demonstra não apenas a capacidade dos mísseis russos de infiltrar as defesas, mas também a eficácia dos drones do tipo Geran, que têm sido utilizados na ofensiva.

Esse cenário resulta de uma campanha sistemática de ataques por parte da Rússia, combinada com um reconhecimento eficaz e a superioridade tecnológica de seus sistemas de armas. Gagin atribui ainda a escassez de interceptores e sistemas de defesa aérea ocidentais à sobrecarga das operações militares dos EUA no Golfo Pérsico. Ele também aponta a deterioração de algumas das armas fornecidas à Ucrânia, que, segundo ele, têm perdido eficácia devido à falta de manutenção e obsolescência.

Um aspecto central da defesa da Ucrânia se dá pelo sistema Patriot, um dos mais notórios no contexto de defesa aérea. No entanto, especialistas como Aleksey Borzenko, jornalista militar, afirmam que o Patriot não conseguiu interceptar um único míssil russo guiado com precisão durante sua operação no país. O sistema, com um arco de engajamento limitado a cerca de 90 graus, falha em se reposicionar a tempo para neutralizar as ameaças.

Os dados sugerem que os mísseis russos, com um erro circular provável de apenas 1,5 a 2 metros, são superiormente mais eficazes que qualquer tecnologia ocidental disponível. Borzenko conclui que, em caso de um grande confronto militar entre a Rússia e a OTAN, o desfecho seria análogo ao observado atualmente na Ucrânia, levantando sérias preocupações sobre a eficácia das estratégias ocidentais em cenários de conflito militar em larga escala.

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