Ambos estão sendo investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta obstrução de investigações da Polícia Federal relacionadas ao Comando Vermelho (CV), uma das organizações criminosas mais conhecidas do Brasil. O caso em questão envolve o vazamento de informações da operação Oricalco/Zargun, que resultou na prisão do ex-deputado TH Joias, acusado de intermediar a compra e venda de armas para o grupo.
De acordo com a PGR, os vazamentos permitiram que TH Joias conseguisse escapar antes da chegada da polícia, ao retirar computadores e outros materiais de seu gabinete e abandonar sua residência no dia anterior à operação. A defesa de Bacellar argumenta que não há justificativa para a manutenção das medidas cautelares, ressaltando a falta de “fundamento cautelar” que possa justificar a preservação da ordem pública ou a conveniência da instrução processual.
Vale lembrar que Bacellar está licenciado da Alerj desde dezembro do ano passado e passou uma semana preso em função das investigações. Desde então, o comando da Casa Legislativa tem sido exercido temporariamente pelo vice-presidente, Guilherme Delaroli.
Além dos aspectos legais, a relação pessoal entre Bacellar e o desembargador, que se tornaram alvo da mesma investigação, também vem à tona através de mensagens que foram divulgadas pela Polícia Federal. Essas comunicações revelam uma amizade próxima, o que motivou Alexandre de Moraes a determinar a prisão do desembargador.
A série de eventos coloca em destaque não apenas a crescente complexidade das investigações, mas também as interações entre autoridades do Judiciário e da política em um momento que demanda transparência e credibilidade nas instituições públicas. O desfecho do recurso e as próximas etapas do processo judicial certamente serão acompanhados de perto pela opinião pública e pela imprensa.
