A defesa manifestou respeito pela decisão do Conselho de Sentença, destacando que o Tribunal do Júri é uma das mais significativas garantias constitucionais no Estado Democrático de Direito. A soberania dos veredictos é um princípio fundamental assegurado pela Constituição de 1988. Os defensores enfatizaram que o julgamento se baseou na análise das provas coletadas durante a fase de instrução processual, seguindo as normas que regem o Júri Popular. Eles também observaram que a morte de Henry constitui uma tragédia irreparável para todos os envolvidos.
No comunicado, é ressaltado que Monique vivia em um contexto de violência em seu relacionamento com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, que foi condenado a 43 anos de prisão. A defesa aponta que o processo convida a sociedade a refletir sobre a evolução da compreensão acerca da violência doméstica, psicológica e de gênero, bem como das relações abusivas. É destacado que muitas vezes a vítima não consegue identificar imediatamente os sinais de abuso, principalmente quando está envolvida em ciclos complexos de manipulação emocional e dependência afetiva.
O julgamento de Monique e Jairinho chegou ao fim na madrugada de quinta-feira, com a acusação de homicídio doloso contra a professora sendo desclassificada pelos jurados. O Conselho de Sentença considerou que houve negligência em sua conduta, resultando na confirmação da prática de homicídio culposo, onde não há intenção de matar.
Embora a decisão tenha culminado em uma condenação, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial pelo crime. Além disso, Monique foi condenada por omissão em relação aos atos de tortura sofridos pelo filho, recebendo uma pena de um ano e quatro meses de detenção em regime aberto. Considerando o tempo já cumprido em prisão preventiva ao longo do processo, foi determinado a expedição de um alvará de soltura, permitindo que Monique deixasse a prisão.





