Os advogados de Jairinho sustentam que os números apresentados são preliminares. Existe a expectativa de que a decisão do júri possa ser anulada nas instâncias superiores ou que a pena seja reduzida, o que influenciaria diretamente no tempo que ele ainda terá de cumprir. Segundo a defesa, as projeções sobre o tempo restante de encarceramento devem ser vistas apenas como hipóteses, baseadas na sentença atual.
Rodrigo Faucz, um dos advogados que compõe a equipe de defesa, enfatizou as dificuldades enfrentadas pelo grupo para realizar os cálculos de maneira precisa, já que saíram do Tribunal do Júri exaustos, após mais de dez dias de sessões intensas que se estenderam pela madrugada. A condenação, imposta pela juíza Elizabeth Machado Louro, envolve uma combinação complexa de penas: Jairinho foi sentenciado a 35 anos, 6 meses e 20 dias por homicídio qualificado, 6 anos e 3 meses por tortura, e 2 anos por coação, totalizando a extensa pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias.
Além disso, a defesa ressaltou que nem toda a pena será contabilizada para fins de progressão de regime, uma vez que parte dela foi imposta em condições de regime aberto. Por conseguinte, a equipe utilizou uma base aproximada de 41 anos para seus cálculos iniciais.
Desde abril de 2021, Jairinho permanece em detenção, e já contabiliza um pouco mais de cinco anos de encarceramento. A defesa também destacou que ele está empregado dentro da unidade prisional, o que possibilita a aplicação do mecanismo de remição de pena, onde um dia de pena pode ser descontado a cada três dias trabalhados. Essa estratégia poderá ser crucial para a diminuição do tempo total a ser cumprido pelo ex-vereador se todas as condições forem favoráveis.





