Defesa de Jairinho planeja recorrer de condenação após jurados o sentenciar a 43 anos por morte de Henry Borel; irregularidades marcam julgamento.

Após a leitura da sentença que resultou na condenação do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelo homicídio do menino Henry Borel, a defesa do réu anunciou sua intenção de recorrer da decisão. O advogado Rodrigo Faucz, que faz parte da equipe de defesa, expressou a expectativa de que o Tribunal do Júri seja anulado, uma posição tomada na madrugada de quinta-feira, durante a audiência no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

O processo que culminou na condenação de Jairinho se estendeu por dez dias, e os jurados o declararam culpado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. Em contraste, a mãe da criança, Monique Medeiros, teve as acusações de homicídio doloso reduzidas para homicídio culposo e recebeu perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro. Sua condenação limitou-se à omissão diante das torturas enfrentadas pelo filho.

Faucz comentou sobre a pressão da opinião pública que, segundo ele, influenciou o julgamento. Contudo, ele também destacou que os votos obtidos pela defesa revelaram uma base sólida para suas teses. O advogado sublinhou que, apesar das dificuldades em reverter a decisão, a presença de votos favoráveis demonstra que as argumentações apresentadas têm justificativa. “É notável que ele foi absolvido em dois dos crimes”, observou Faucz.

A defesa também identificou uma série de irregularidades durante o julgamento que, na sua visão, comprometem a legitimidade da decisão dos jurados. Faucz enfatizou a necessidade de um novo julgamento, em que as garantias legais sejam respeitadas e que todos os elementos de prova sejam devidamente analisados pelos jurados.

Por último, o advogado frisou que, em sua concepção, Jairinho deveria ter sido absolvido, assim como Monique, afirmando que as evidências apresentadas eram suficientes para um veredicto favorável a ele. “Durante o julgamento, ele deveria ter sido absolvido, assim como a Monique”, completou, deixando claro que a luta pela revisão do caso está apenas começando.

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