Defesa de hacker solicita reconsideração de transferência para presídio dos famosos em São Paulo após manifestação questionável da Administração Penitenciária.

A defesa do hacker Walter Degatti Neto enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de reconsideração acerca da transferência de Delgatti para a Penitenciária II de Tremembé, em São Paulo, conhecido como presídio dos famosos. Os advogados questionam a manifestação da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo contra a mudança de Araraquara, alegando que o órgão usou uma declaração “distorcida e descontextualizada”.

Segundo a manifestação da SAP, a negativa teve como base o depoimento do próprio Delgatti, conhecido como “o hacker da Vaza Jato”, em que ele declarou não se sentir inseguro no local onde está atualmente. A defesa rebate, alegando que as declarações são tendenciosas e buscam invalidar o pedido de remoção, apresentando-se concisas e dúbias para comprometer a avaliação da situação carcerária de Walter.

O advogado de Delgatti pede que ele seja ouvido novamente na presença dele, não da advogada do sistema penitenciário, considerando a ambiguidade da declaração feita. Além disso, a defesa destaca que o hacker sofre com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Delgatti está detido desde agosto de 2023 em Araraquara, no anexo de detenção provisória, e sua defesa fez um pedido de transferência em fevereiro alegando risco de vida no presídio atual. No entanto, o próprio Delgatti declarou estar seguro e não deseja ser isolado.

O ministro Alexandre de Moraes solicitou explicações à SAP sobre a segurança do hacker, acolhendo uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A administração penitenciária afirmou a Moraes que não há indícios atuais de riscos à integridade física de Delgatti no presídio em que está.

Dessa forma, o caso continua em discussão no STF, com a defesa de Delgatti buscando garantir a transferência do hacker para outra unidade prisional onde ele se sinta mais seguro, enquanto a administração penitenciária contesta a necessidade dessa mudança com base nas declarações do próprio detido. A decisão final caberá ao Supremo Tribunal Federal.

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