Segundo a manifestação da SAP, a negativa teve como base o depoimento do próprio Delgatti, conhecido como “o hacker da Vaza Jato”, em que ele declarou não se sentir inseguro no local onde está atualmente. A defesa rebate, alegando que as declarações são tendenciosas e buscam invalidar o pedido de remoção, apresentando-se concisas e dúbias para comprometer a avaliação da situação carcerária de Walter.
O advogado de Delgatti pede que ele seja ouvido novamente na presença dele, não da advogada do sistema penitenciário, considerando a ambiguidade da declaração feita. Além disso, a defesa destaca que o hacker sofre com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Delgatti está detido desde agosto de 2023 em Araraquara, no anexo de detenção provisória, e sua defesa fez um pedido de transferência em fevereiro alegando risco de vida no presídio atual. No entanto, o próprio Delgatti declarou estar seguro e não deseja ser isolado.
O ministro Alexandre de Moraes solicitou explicações à SAP sobre a segurança do hacker, acolhendo uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A administração penitenciária afirmou a Moraes que não há indícios atuais de riscos à integridade física de Delgatti no presídio em que está.
Dessa forma, o caso continua em discussão no STF, com a defesa de Delgatti buscando garantir a transferência do hacker para outra unidade prisional onde ele se sinta mais seguro, enquanto a administração penitenciária contesta a necessidade dessa mudança com base nas declarações do próprio detido. A decisão final caberá ao Supremo Tribunal Federal.





