Defesa de Braga Netto nega participação em plano golpista de assassinato de autoridades; PF o indicia por crimes.

O ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, general Walter Braga Netto, se viu envolvido em uma polêmica após ser indiciado pela Polícia Federal (PF) em um inquérito que apura uma tentativa de golpe contra o governo entre outubro de 2022 e janeiro de 2023. Segundo as investigações, o plano incluía o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

A defesa de Braga Netto emitiu um comunicado enfatizando que o general não tinha conhecimento do documento que tratava do suposto golpe e muito menos do planejamento de assassinato de autoridades. De acordo com sua equipe de advogados, o cliente não coordenou, aprovou nenhum plano e nem forneceu recursos para tal atividade criminosa.

Entretanto, o tenente-coronel Mauro Cid, assistente de ordens de Jair Bolsonaro, afirmou em depoimento à PF que Braga Netto entregou dinheiro vivo para financiar o plano golpista chamado “Punhal Verde e Amarelo”. Segundo o depoimento, o plano previa a ação do grupo de elite das Forças Armadas do Brasil denominado “Kids Pretos”.

A Polícia Federal atribui ao general os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, com penas máximas que somam até 28 anos de prisão. No relatório do inquérito, Braga Netto é apontado como peça central na tentativa de golpe, sendo responsável por coordenar e aprovar as ações previstas no plano.

Diante das acusações e do avanço das investigações, a situação de Braga Netto se torna mais delicada, com a possibilidade de enfrentar sérias consequências legais caso seja comprovado seu envolvimento nas atividades golpistas. O país aguarda novos desdobramentos desse caso, que envolve altas autoridades do governo e das Forças Armadas.

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