Defesa Civil de SP ativa gabinete de crise em resposta a chuvas extremas com previsão de 100 mm, monitorando deslizamentos e alagamentos pelo estado.

Na tarde do último domingo, a Defesa Civil do Estado de São Paulo reativou seu gabinete de crise em resposta a previsões meteorológicas alarmantes, que indicam a possibilidade de precipitações superiores a 100 mm em um único dia. Esse cenário é considerado de risco extremo e motiva a ação coordenada de diversas instituições.

O gabinete conta com a participação de órgãos do governo, incluindo agências reguladoras, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e concessionárias de serviços essenciais, como energia, água, gás e telecomunicações. O foco desse esforço conjunto é aumentar a eficiência no atendimento a emergências nas áreas mais afetadas pelas chuvas.

Nos últimos dias, as chuvas se intensificaram, especialmente devido à influência de um sistema de baixa pressão no oceano e à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). As regiões mais impactadas são a Faixa Leste, Litoral e Noroeste do estado. Dentre os municípios mais atingidos, destaca-se São Carlos, que registrou o maior volume de chuvas nas últimas 24 horas, totalizando 137 mm. Ubatuba e Bertioga também foram severamente afetadas, com acumulados de 129 mm e 126 mm, respectivamente. Outros municípios, como São Sebastião e São José do Rio Preto, também enfrentaram cifras alarmantes, superando a marca de 100 mm.

Esses volumes de precipitação são considerados extremamente elevados. Em São Carlos, por exemplo, apenas em um dia, a quantidade de chuva alcançou 80% do total histórico esperado para o mês de fevereiro, representando a precipitação média de aproximadamente 24 dias. Em Ubatuba, o acumulado foi de 72,5% do esperado para todo o mês, enquanto em São José do Rio Preto a chuva correspondia ao que normalmente seria acumulado em cerca de 15 dias.

A situação resultou em alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de barreiras em várias regiões do estado. Até o momento, 13 pessoas foram desalojadas e quatro ficaram desabrigadas, mas não há registros de mortes ou feridos.

Diante desse cenário crítico, a Defesa Civil orienta a população a adotar medidas preventivas. É fundamental evitar áreas vulneráveis a alagamentos e deslizamentos, não atravessar ruas alagadas e manter vigilância em relação a sinais de deslizamento, como rachaduras no solo e inclinação de árvores. A população deve seguir também as orientações e alertas oficiais da Defesa Civil, disponíveis por meio de telefonemas e sirenes.

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