Defensoria Pública de Alagoas cobra reformas urgentes na UPA de Palmeira dos Índios após vistoria revelar péssimas condições e falta de profissionais.

A Defensoria Pública de Alagoas emitiu uma recomendação à Secretaria Municipal de Saúde de Palmeira dos Índios com a urgência de implementar melhorias significativas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Esse alerta foi provocado após uma vistoria realizada recentemente, cuja motivação foram as diversas queixas de pacientes sobre as precárias condições da UPA.

Conduzida pelo defensor público Wladmir Aued, a inspeção revelou a necessidade urgente de reformas estruturais e adequações sanitaras. Um dos principais focos de preocupação foi a ala amarela da unidade, onde foram identificadas as mais sérias deficiências. A UPA, que atende mais de 200 pacientes diariamente, lida com um preocupante déficit de profissionais de saúde. Atualmente, a unidade conta com escassos três médicos, cinco enfermeiros e um número insuficiente de técnicos de enfermagem por turno, o que contribui para a precariedade do atendimento.

Em sua recomendação, a Defensoria também solicitou a imediata inclusão de médicos pediatras nas escalas de plantão, além da realização de estudos para expandir a capacidade de atendimento da unidade. A possibilidade de adição de especialidades, como ortopedia e cardiologia, também foi levantada, para atender a uma demanda crescente da população.

Durante a vistoria, foram constatados problemas estruturais alarmantes, como banheiros interditados, buracos nas paredes, infiltrações, ferrugem e portas danificadas, algumas sustentadas de maneira improvisada com pedras. Esses problemas físicos também afetaram a mobilidade dentro da unidade, tornando difícil o deslocamento de macas e, consequentemente, comprometendo o atendimento.

Além da estrutura, a Defensoria destacou a falta de itens básicos nos leitos, como lençóis e travesseiros. A recomendação inclui a necessidade de garantir um fornecimento contínuo desse tipo de material, essencial para o conforto dos pacientes.

Outras providências exigidas envolvem a contratação de um nutricionista e a implantação de segurança patrimonial 24 horas. A Secretaria Municipal de Saúde terá que apresentar os alvarás da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros, comprovando a regularidade da UPA frente aos órgãos reguladores.

Por fim, foi estipulado um prazo de 30 dias para que a Prefeitura elabore e apresente um plano detalhado de reforma e readequação da UPA, incluindo as intervenções necessárias e os prazos de execução. A expectativa é que essas medidas assegurem condições dignas tanto para os pacientes quanto para os profissionais que atuam na unidade.

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