Essa situação tem levado caciques do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro a se preocuparem, uma vez que a alegação de que o caso da parlamentar é semelhante ao do ex-deputado Deltan Dallagnol não seria aceita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na cassação de Dallagnol, seus votos foram mantidos em favor do Podemos, seu partido à época, e o suplente Luiz Carlos Hauly foi diplomado.
No caso de Zambelli, o TRE-SP determinou a anulação dos 946.244 votos obtidos pela deputada em 2022, o que prejudica a bancada do PL, já que ela foi uma das principais puxadoras de votos do partido.
Diante desse cenário, os mandatários do PL estão se mobilizando para evitar a perda do mandato e dos votos de Zambelli, inclusive buscando apoio junto ao novo presidente da Câmara, Hugo Motta.
Em entrevista ao Metrópoles, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou que a defesa das prerrogativas dos parlamentares é uma prioridade da bancada para o ano de 2025. Ele ressaltou a importância de Hugo Motta atuar em defesa dos parlamentares legitimamente eleitos, evitando que decisões judiciais afetem o resultado das eleições.
A situação envolvendo a cassação do mandato de Carla Zambelli e a manutenção de seus votos promete gerar debates e ações no âmbito político, com o PL buscando preservar a representatividade conquistada nas urnas. Acompanharemos os desdobramentos dessa história e as estratégias adotadas pelos parlamentares em defesa de seus interesses e dos votos de seus eleitores.







