A entidade argumenta que a decisão exacerba as desigualdades tributárias e regulatórias, ampliando a concorrência desleal contra produtos estrangeiros e afetando negativamente a indústria nacional, que já enfrenta desafios significativos. Com aproximadamente 80% das roupas comercializadas no país acompanhando o limite de preço que permite isenção de impostos, a decisão gera um novo cenário de desequilíbrio, favorecendo importadores em detrimento dos fabricantes locais.
A Abit critica ainda a situação em que as empresas brasileiras lidam com uma carga tributária elevada, altas taxas de juros e regulamentações rigorosas, enquanto os concorrentes internacionais se beneficiam de condições mais favoráveis, muitas vezes apoiadas por subsídios governamentais em seus países de origem. Para a associação, o fim dessa taxa representa uma nova forma de subvenção, mas que ocorre às custas do mercado interno, revelando uma falta de estratégia voltada ao fortalecimento da indústria nacional.
Além disso, a Abit alerta que essa mudança pode trazer consequências severas para o setor produtivo, comprometendo tanto a geração de emprego formal quanto a integridade da cadeia têxtil e de confecção no Brasil. O impacto direto sobre a arrecadação pública também é um ponto destacado pela associação, que menciona que, somente nos quatro primeiros meses de 2026, o governo federal obteve R$ 1,78 bilhão em impostos arrecadados de encomendas internacionais. A entidade vê esse contexto como um retrocesso para o desenvolvimento da indústria têxtil nacional e um desafio imenso para a sustentabilidade econômica do setor.
