Decisão de Alexandre de Moraes em investigação de Gilberto Kassab provoca reações bolsonaristas contra pressão política do STF.

Lideranças bolsonaristas reagiram de forma incisiva à decisão do ministro Alexandre de Moraes de transferir uma investigação contra o presidente do PSD, Gilberto Kassab, do âmbito da primeira instância para o STF. A medida, segundo informações divulgadas previamente pela coluna, foi tomada no dia 19 de março com base na recente mudança de entendimento do Supremo sobre o foro privilegiado.

Nos bastidores do Congresso e do STF, a decisão de Moraes foi interpretada como uma estratégia de pressão sobre Kassab e o partido que ele lidera, a fim de desencorajá-los de apoiar o projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, diretamente dos Estados Unidos, expressou sua indignação nas redes sociais diante da situação, questionando a postura do juiz e a atitude de interferir em interesses políticos.

Além disso, o deputado federal Nikolas Ferreira se pronunciou de forma contundente contra a ação de Moraes, levantando dúvidas sobre a legitimidade de um juiz usar processos judiciais para pressionar questões políticas. O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins, ironizou a democracia brasileira ao comentar o despacho do ministro.

Já o deputado federal Marcel Van Hatten foi ainda mais incisivo em suas críticas, chamando Alexandre de Moraes de “covarde” e o STF de “mafioso” em um discurso na Câmara. Ele acusou o ministro de chantagear a classe política ao trazer processos de volta para o STF, incluindo o caso de Kassab.

A investigação contra Kassab originou-se da delação dos donos da JBS na Lava Jato e envolve acusações de corrupção passiva, caixa 2 e lavagem de dinheiro. Após a denúncia ser aceita pela Justiça, tornando Kassab réu no caso, Moraes decidiu remeter o processo de volta ao STF para ser novamente analisado por ele mesmo, que também é relator do inquérito do golpe.

Essa decisão, tomada logo após uma reunião entre Jair Bolsonaro e Gilberto Kassab, onde o presidente afirmou que o líder do PSD apoiaria a anistia, gerou controvérsias e acirrou os ânimos entre os bolsonaristas e o STF. Com um cenário de polarização política cada vez mais evidente, a atuação do judiciário segue sendo alvo de críticas e discussões acaloradas no cenário nacional.

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