Um dos destaques do evento foi a apresentação do professor Luiz Augusto Campos, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, que também integra o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa). Campos trouxe dados sobre a desigualdade racial na ciência e destacou o papel fundamental das cotas raciais na redução desse problema.
De acordo com a pesquisa apresentada por Luiz Augusto, entre 2002 e 2021, o número de matriculados no ensino superior público pertencentes aos grupos pretos, pardos e indígenas aumentou de 31% para 52%, enquanto o grupo formado por brancos e amarelos diminuiu de 69% para 47% no mesmo período. Esses dados evidenciam o impacto positivo das cotas raciais na promoção da igualdade de oportunidades no ensino superior.
Outra pesquisadora que marcou presença no evento foi Maria Teresa Tedesco, do Instituto de Letras da Uerj, que apresentou o Programa Varia-Idade. A pesquisa, iniciada em 2015, analisa relatos de idosos de diferentes bairros do Rio de Janeiro, com o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas para essa parcela da população.
Além disso, a professora Érica Sarmiento, do Departamento de História e da Cátedra Sérgio Vieira de Mello da Uerj, destacou a importância de ações direcionadas aos refugiados no Brasil. Ela mencionou a articulação de uma lei estadual que possibilitou o ingresso de refugiados, apátridas e imigrantes com visto humanitário em universidades públicas, gerando um intercâmbio cultural enriquecedor para a comunidade acadêmica e a sociedade como um todo.
Em resumo, o debate promovido pela Uerj reforçou a relevância das ações afirmativas no combate às desigualdades e na promoção de uma educação inclusiva e igualitária. Os pesquisadores presentes demonstraram como essas iniciativas podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e diversa.





