Durante o debate, os candidatos foram desafiados a responder sobre a poluição atmosférica. Marçal abordou a importância de incentivar a eletrificação das frotas de automóveis e do transporte público, além de criticar a poluição dos rios na cidade. Já Boulos se comprometeu a substituir metade da frota de ônibus por veículos híbridos e apresentou propostas relacionadas à reciclagem.
No entanto, o clima ameno do debate logo se transformou quando Marçal decidiu atacar Boulos, fugindo do tema proposto. O candidato do PRTB afirmou que Boulos não tinha chance de vencer a Prefeitura de São Paulo e insinuou um possível conflito de interesses em caso de intervenção da Guarda Civil Metropolitana em uma invasão. Curiosamente, Marçal já havia sido multado pela Justiça Eleitoral anteriormente por acusações infundadas de uso de cocaína por parte de Boulos.
Após a provocação de Marçal, Boulos teve a oportunidade de responder, mesmo que não estivesse previsto no regulamento. O candidato do PSOL rebateu o adversário, afirmando que invadiria sua “cabecinha vazia” com ideias e propostas. Em tom de provocação, questionou se Marçal ainda votaria nele depois daquele embate.
O debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo foi o oitavo encontro entre os principais concorrentes. Além de Marçal e Boulos, participaram Ricardo Nunes (MDB), Tabata Amaral (PSB), José Luiz Datena (PSDB) e Marina Helena (Novo). Na última pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (19/9), Nunes lidera as intenções de voto com 27%, seguido por Boulos com 26%, Marçal com 19%, Tabata com 8%, Datena com 6% e Marina Helena com 3%.
O embate acalorado entre os candidatos ressaltou a importância e a relevância das propostas apresentadas pelos postulantes à Prefeitura de São Paulo. Os eleitores estão cada vez mais atentos aos debates e posicionamentos dos candidatos, buscando informações para tomar uma decisão consciente nas próximas eleições municipais.







