Um dos tópicos mais debatidos é a tipificação das facções criminosas como organizações terroristas. Lula se posiciona contra essa classificação, alegando que seria uma interferência externa nas políticas de segurança públicas do Brasil. Ele defende um combate interno, promovendo a integração entre as polícias e a ação econômica contra as facções. Em contraste, Flávio Bolsonaro apoia essa tipificação, argumentando que isso poderia ajudar a combater o crime organizado, enquanto Caiado afirma que as facções devem ser vistas como “multinacionais do crime”. Zema, por sua vez, apoia a inclusão das facções na lista de terroristas americana, considerando-a uma medida eficaz de combate à violência.
Outro assunto crucial é a proposta de fim da escala de trabalho 6×1, onde Lula defende a redução da jornada semanal com garantia de direitos e fiscalização das empresas. Flávio Bolsonaro é contrário à ideia, alertando para os custos que isso traria para as firmas. Caiado critica a discussão em torno do tema e propõe maior liberdade de negociação, enquanto Zema classifica a proposta como populista, advogando por uma flexibilização nas relações de trabalho.
A modernização econômica também está em pauta, especialmente com o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix. Lula vê o sistema como um grande sucesso e um patrimônio nacional, enquanto Flávio e Caiado reforçam a importância de sua manutenção, ambos notando que foi uma conquista da administração anterior. O liberal Zema também apoia o sistema, alinhado com sua visão de uma economia mais livre.
Além disso, a exploração de terras raras e a regulamentação do trabalho em aplicativos são outros assuntos centrais da campanha. Lula pede proteção social para trabalhadores de aplicativos, enquanto seus opositores enfatizam a flexibilidade e a liberdade de mercado.
À medida que as eleições se aproximam, a troca de ideias e propostas entre esses candidatos se torna cada vez mais intensa, refletindo as diversas facetas do debate político brasileiro.
