Segundo o DCE, a presença de ex-integrantes da gestão Bolsonaro em cargos públicos na Universidade de Brasília representa um “pacto de esquecimento” em relação aos impactos do governo na pandemia e à tentativa de golpe de Estado. Para a entidade, é inaceitável que a UnB conte com assessoria ligada ao governo que consideram golpista.
Em resposta ao posicionamento do DCE, a Universidade de Brasília reforçou que os procuradores federais que atuam junto às autarquias e fundações públicas federais são servidores de carreira indicados pela Advocacia-Geral da União (AGU), seguindo critérios estabelecidos pela Procuradoria-Geral Federal (PGF). A instituição ressaltou que as nomeações são realizadas visando atender ao interesse público e garantir a qualidade e segurança jurídica da UnB.
A polêmica em torno da nomeação de Humberto Fernandes de Moura levantou questionamentos sobre a relação entre a universidade e o governo Bolsonaro, bem como sobre a influência política em cargos públicos dentro da instituição. O embate entre o DCE e a UnB evidencia a busca por transparência e imparcialidade nas nomeações e na atuação dos profissionais ligados à universidade, em meio a um cenário político polarizado e marcado por embates ideológicos.
