Sergio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), elogiou a disposição de Alcolumbre em eliminar o período de transição que constava na PEC, destacando que a implementação imediata da mudança é mais eficaz e racional para as empresas. Ele ressaltou que a proposta aprovada na Câmara prevê duas folgas semanais e que, caso a proposta seja promulgada sem o período de transição, a mudança entraria em vigor em 60 dias.
Durante a reunião, Alcolumbre se comprometeu a discutir a possibilidade de uma emenda de redação com sua assessoria técnica, o que permitiria a alteração da transição sem que a proposta precisasse retornar à Câmara para nova análise. Essa iniciativa demonstrou uma tentativa clara de Alcolumbre de se consolidar como um interlocutor ativo no tema, especialmente em um momento de tensões políticas com o governo, após a rejeição de um indicado ao Supremo Tribunal Federal.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também manifestou interesse em acelerar a tramitação da PEC, numa tentativa de deixar sua marca durante o mandato. Após o encontro, o senador Paulo Paim comentou que Alcolumbre demonstrou disposição para acelerar a discussão da PEC e que o ideal seria retirar o período de transição.
O projeto de lei, considerado uma das principais apostas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, visa atender a uma demanda popular significativa e é visto como uma estratégia importante nas eleições. Durante a reunião, Alcolumbre também se mostrou aberto às preocupações dos trabalhadores, refletindo um possível ajuste em sua postura frente às críticas recebidas por não ter iniciado a discussão da PEC anteriormente.
Além disso, foi discutida a importância de assegurar que a mudança na jornada de trabalho não resulte em aumentos salariais, uma preocupação expressa por representantes do setor patronal. Com a promessa de novas reuniões e audiências públicas, os sindicalistas saíram do encontro confiantes de que a tramitação da PEC deverá avançar rapidamente, possivelmente até agosto, em um cenário onde as tensões políticas entre o Senado e o Planalto não interfiram no processo.
