Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil, teve sua situação avaliada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao final de março, Moraes autorizou que o ex-mandatário cumprisse sua pena em casa por um período inicial de 90 dias, decisão baseada em razões humanitárias. Ao término desse prazo, a Justiça irá decidir se Bolsonaro deve continuar em regime domiciliar ou se deverá voltar ao cumprimento da pena em um estabelecimento prisional conhecido como Papudinha.
O estudo também revelou nuances interessantes nas opiniões de diferentes grupos políticos. Entre os eleitores de centro, 53% apoiam a ideia de que Bolsonaro cumpra sua pena em casa, enquanto 41% se opõem a essa medida. Para os bolsonaristas, o apoio à permanência em regime domiciliar é avassalador: 94% desejam que ele continue em sua residência, somente 3% acreditam que ele deveria retornar à prisão. Já entre os eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), a maioria se posiciona de forma contrária, com 68% argumentando que o ex-presidente deve ser recolhido ao cárcere, enquanto 28% concordam com a possibilidade de cumprimento em casa.
O levantamento, realizado pelo Instituto Datafolha, entrevistou 2.004 pessoas acima de 16 anos entre 7 e 9 de abril. A pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03770/2026. Os resultados refletem não apenas a divisão política existente no Brasil, mas também um crescente debate social sobre justiça e direitos humanos em relação a figuras públicas no contexto político atual.
