Como alvo principal da operação, Vorcaro é acusado de envolvimento em esquemas fraudulentos que têm gerado repercussões significativas no cenário financeiro nacional. A difusão prateada da Interpol foi criada para auxiliar na captura de indivíduos envolvidos em crimes financeiros, permitindo a investigação de recursos ilícitos que possam estar sendo movimentados internacionalmente.
De acordo com a estratégia formulada pela Polícia Federal, a implementação dessa medida depende da anuência da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF), além da colaboração das autoridades nos Estados Unidos. As investigações estão concentradas em determinar o rastro de aproximadamente R$ 60 milhões que Vorcaro teria enviado aos EUA, os quais estariam atrelados ao financiamento do filme “Dark Horse”, que documenta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cabe ressaltar que essas remessas para o exterior teriam como intermediário o senador Flávio Bolsonaro, que é filho do ex-presidente e pré-candidato ao cargo máximo do país. Vorcaro, por sua vez, está em negociações para firmar um acordo de delação premiada, mas até o momento resistiu em aprofundar sua colaboração, afirmando que os repasses a políticos foram motivados por relações de amizade, sem qualquer expectativa de retorno.
O chefe da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, sugere a necessidade de um inquérito separado para verificar se os montantes enviados por Vorcaro foram de fato utilizados para financiar o filme acerca de Bolsonaro. Entretanto, a inclusão de Vorcaro na difusão prateada da Interpol aguarda também decisões do STF sobre qual ministro ficará encarregado de conduzir essa deliberação, podendo ser o relator André Mendonça ou Alexandre de Moraes, que investiga os supostos vínculos de Eduardo Bolsonaro nesse contexto.
