O líder nicaraguense afirmou que a maioria dos latino-americanos está ao lado de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, exceto por alguns governos “traidores” que se apresentam como progressistas, citando especificamente a administração de Lula. Ortega criticou a postura de Lula em contestar a vitória de Maduro e falar em novas eleições no país vizinho, chamando sua atitude de vergonhosa e de se rebaixar ao seguir os interesses dos EUA, da Europa e dos governos latino-americanos subservientes.
Além de Lula, Ortega também mirou suas críticas no presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que tem trabalhado em parceria com o Brasil para encontrar uma solução para a crise na Venezuela. O líder nicaraguense chegou a dizer que enxerga Petro competindo com Lula para ver quem se tornará o líder dos interesses americanos na região.
Ortega alertou para o risco de uma pressão internacional contra a vitória de Maduro desencadear uma guerra na Venezuela, orquestrada pelos EUA, e ofereceu apoio militar sandinista para defender o chavismo de possíveis inimigos externos. Ele ressaltou que os EUA podem organizar uma contrarrevolução armada, similar à enfrentada pela Nicarágua em 1979/1980, e expressou confiança de que os sandinistas estarão ao lado do regime chavista em uma batalha armada.
Essa nova investida de Ortega contra Lula vem depois de uma série de conflitos diplomáticos entre Brasil e Nicarágua, que culminou na expulsão do embaixador brasileiro da Nicarágua e posteriormente na reciprocidade com a expulsão da embaixadora nicaraguense no Brasil. A relação entre os dois países segue tensa, refletindo a polarização política na região e a complexa situação na Venezuela.
